Nuno Leal Maia revela que nunca foi fã de novelas e surpreende o público
Conhecido por seus trabalhos marcantes na dramaturgia brasileira, o ator Nuno Leal Maia afirmou que nunca teve grande apreço pelas novelas. Segundo ele, seu principal interesse sempre esteve voltado para o cinema, e, por isso, raramente costumava acompanhar as produções televisivas das quais participava.
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Nuno Leal Maia surpreendeu ao revelar que nunca foi um grande admirador das novelas, apesar de ter construído uma das trajetórias mais marcantes da dramaturgia brasileira. Em entrevista à Folha de S.Paulo, o ator contou que raramente assistia às produções das quais participava e afirmou que sua maior paixão sempre foi o cinema.
Intérprete de personagens que marcaram novelas como A Gata Comeu (1985), Mandala (1987) e Top Model (1989), o artista se consolidou como um dos principais galãs da televisão brasileira entre as décadas de 1980 e 1990. Ainda assim, reconheceu que o gênero nunca esteve entre suas preferências. “Não gosto. Nunca gostei, e praticamente não assisto mais”, declarou.
Formado em Cinema pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), Nuno Leal Maia explicou que sua formação artística foi profundamente influenciada pelo cinema europeu, especialmente pelo neorrealismo italiano. Entre suas principais referências, citou o cineasta Federico Fellini.
Apesar de admitir que nunca teve grande afinidade com as novelas, o ator ressaltou que algumas produções tiveram importância especial em sua carreira. Entre elas, destacou títulos que ajudaram a consolidar sua popularidade. “Gostei de algumas novelas, como Roque Santeiro (1985). Mandala também foi uma produção muito bacana. E teve A Gata Comeu, que eu nem queria fazer. O diretor Herval Rossano insistiu bastante. Depois, acabei agradecendo, porque foi um personagem delicioso e um enorme sucesso”, relembrou.
Antes de se tornar um dos rostos mais conhecidos da teledramaturgia nacional, Nuno Leal Maia também acumulou experiência em programas humorísticos. Segundo ele, essa fase foi essencial para sua formação profissional e lhe permitiu conviver com grandes nomes do entretenimento brasileiro.
“Entrei para trabalhar em Estúpido Cupido (1976), a convite do autor Mário Prata. Depois fui para a linha de shows. O Stênio Garcia me disse que aquilo era uma escola, e realmente era. Trabalhei com Chico Anysio, Paulo Silvino, Jô Soares e muita gente talentosa. Foi uma experiência sensacional. Eu gostava muito de fazer humor. Mais tarde, começaram a me chamar novamente para as novelas”, contou.
Questionado sobre a possibilidade de voltar à televisão, o ator afirmou que continua aberto a novos projetos. No entanto, fez uma avaliação crítica sobre a atual fase da teledramaturgia brasileira e disse considerar que as novelas de hoje perderam parte da força que tinham no passado.
“Sou ator e estou aberto a tudo. Mas as novelas de hoje são mais fracas do que antigamente. Há poucos autores realmente fortes. Precisaria ser algo interessante e que me desse liberdade para criar”, afirmou.
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